Pelo direito dos nazistas serem especiais. Como nós.
Ok, a terra é redonda, evoluímos do macaco e Hitler morreu (viveu) graças a... o que mesmo? Estou quase esquecendo. Como dizem: quem não é visto não é lembrado... ou simplesmente não existe.Tímido talvez? Tem mais um monte de explicações. Ora, o cara pode não estar afim de aparecer não é? É um direito dele... eu acho.
E por falar em aparecer, os homens deveriam aparecer (ou parar de) também. Sabe? Como homens mesmo, apenas como homens. Pararem um pouco de serem "especiais" e apenas viverem um pouco mais a sua própria insignificância frente aos demais habitantes da Terra.
Falhar um pouco as vezes não pode fazer tanto mal, eu acho. Afinal, temos sido todos tão perfeitos ultimamente não é? Aliás, tem sido tão comum ser perfeito ultimamente, ser único, ser indispensável, que o universo deve estar muito entediado. Mas voltando ao Hitler, certa feita ouvi falar que o cara buscava a excelência em todas as suas atitudes, em tudo o que planejava. Tão excêntrico não acha? Verdadeiramente intrigante.
Acredito que o mundo evolui a passos largos. Pensem, fomos das grandes expedições marítimas até o rock n' roll e o touchscreen em o quê? 5oo anos? Talvez um pouco mais, porém, ainda somos a pontinha da unha na história da humanidade. Uma unha bem maquiada é verdade, mas ainda assim, somos apenas a unha. Opa, já ía esquecendo das evoluções. Tudo tão rápido não é? A evolução é tanta, que não temos tempo a perder (muito menos a ganhar). Um instante e já é tudo velho como antigamente (olha a unha novamente). Aliás, nem sei porque perco meu tempo aqui, afinal, o mundo é tão único e especial para desperdiçá-lo tentando viver.
Acho que no nosso mundinho/mundão-de-deus a única (olha a palavrinha outra vez) carência da sociedade é o direito de ser carente, de ser dispensável, de ser comum, de ser só mais um na multidão. Precisamos de liberdade. Liberdade de opressão e de oprimir-se. Liberdade de não querer fazer a diferença, de ser ser, de humanizar, ou de Humanitas diria um filósofo.Mas, infelizmente todos querem ser diferentes. Daí não me resta alternativa.
É, não tem jeito, somos todos especiais demais, únicos demais, excelentes demais, (perfeitos idem) para sermos comuns. Somos como generais com condecorações que são apenas nossas. Um pelotão de generais marchando alinhados rumo ao novo. Todos, todos nós. Quanta diferença! Viva a nossa falta de con(bom)senso! Vamos celebrar!

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